Prontuário eletrônico: o que é e como escolher
O prontuário eletrônico é o registro clínico do paciente em meio digital, no lugar da ficha de papel. Bem escolhido, ele tem validade legal, guarda os dados com segurança e deixa o histórico do paciente sempre à mão. Este guia, para médicos e clínicas, explica o que é, o que a legislação exige, o que observar num prontuário gratuito e como escolher a ferramenta certa.
O que é prontuário eletrônico
O prontuário eletrônico (ou prontuário eletrônico do paciente, PEP) é todo o registro clínico de uma pessoa mantido em meio digital: anamnese, evolução, hipóteses e diagnósticos, prescrições, pedidos e resultados de exames, laudos e documentos. É o mesmo prontuário de sempre, só que sem papel, organizado por paciente e acessível com segurança de onde você estiver.
Vantagens sobre o papel
- Histórico sempre à mão: nada de ficha perdida ou letra ilegível.
- Menos retrabalho: prescrição, atestado e laudo saem do mesmo lugar, já com o histórico do paciente.
- Segurança: backup, criptografia e controle de quem acessou o quê.
- Espaço e custo: sem arquivo físico ocupando sala e sem risco de incêndio ou umidade.
- Continuidade do cuidado: base para a troca de informações entre serviços.
É seguro e tem validade legal?
Tem. A Resolução CFM nº 1.821/2007 é a principal norma sobre prontuário eletrônico no Brasil: ela autoriza o registro em meio digital e a eliminação do papel, desde que o sistema atenda a requisitos de segurança. Esse atestado de segurança vem da certificação SBIS-CFM.
| Nível | O que significa |
|---|---|
| NGS1 | Requisitos básicos de segurança; sozinho, não autoriza eliminar o papel. |
| NGS2 | Armazena e trata prontuários e permite eliminar o papel. |
| NGS3 | Nível mais alto, com assinatura digital ICP-Brasil e substituição total do papel. |
Fonte oficial: Resolução CFM nº 1.821/2007 e o Manual de Certificação de Sistemas de Registro Eletrônico em Saúde (S-RES), da SBIS em parceria com o CFM. Some-se a isso a LGPD, que trata dado de saúde como dado sensível.
Por quanto tempo guardar
A mesma Resolução CFM nº 1.821/2007 define a guarda mínima de 20 anos a partir do último registro do paciente. No papel, isso vira arquivo morto e dor de cabeça. No prontuário eletrônico, o arquivamento é automático, com backup e busca rápida quando você precisa recuperar um caso antigo.
Prontuário eletrônico gratuito: o que observar
Existe prontuário eletrônico gratuito, e ele pode ser uma ótima porta de entrada. Só não confunda "grátis" com "qualquer um". Antes de adotar, confira se a ferramenta tem:
- Criptografia e backup dos dados.
- Hospedagem no Brasil e conformidade com a LGPD.
- Controle de acesso e registro de quem visualizou cada prontuário.
- Assinatura digital ICP-Brasil para receitas, atestados e laudos.
- Exportação dos seus dados, para você nunca ficar refém da plataforma.
Como escolher o prontuário certo
- Fluxo completo: atender, prescrever, assinar e entregar sem trocar de sistema.
- Modelos por especialidade e busca no CID-10 para agilizar o registro.
- Integração com agenda e teleconsulta.
- Segurança e LGPD como padrão, não como item pago à parte.
- Facilidade de uso: se o dia a dia é difícil, ninguém preenche direito.
O prontuário eletrônico do ClueMed
No ClueMed, o prontuário nasce centrado no paciente e conectado a tudo que você usa no atendimento:
- Prontuário com o histórico que o paciente trouxe de outros profissionais, no mesmo lugar em que você atende.
- Receita, atestado, laudo e encaminhamento com assinatura digital qualificada ICP-Brasil.
- Modelos por especialidade, busca no CID-10 completo do DATASUS e alerta de interação medicamentosa.
- Agenda, teleconsulta e viewer DICOM integrados, com dados criptografados e hospedados no Brasil (LGPD).
Comece com o prontuário eletrônico do ClueMed
Prontuário, receita e assinatura ICP-Brasil no mesmo lugar. Plano gratuito para profissionais.
Perguntas frequentes
O que é prontuário eletrônico?
É o conjunto de registros clínicos de um paciente mantido em meio digital, no lugar da ficha de papel: anamnese, evolução, diagnósticos, prescrições, exames e documentos. Fica organizado por paciente e acessível de qualquer lugar, com controle de acesso e segurança.
O prontuário eletrônico tem validade legal?
Sim. A Resolução CFM nº 1.821/2007 autoriza o registro eletrônico e a eliminação do papel, desde que o sistema atenda a requisitos de segurança. Na prática, isso é atestado pela certificação SBIS-CFM: sistemas no nível NGS2 podem armazenar e tratar prontuários e dispensar o papel.
Por quanto tempo preciso guardar o prontuário?
A Resolução CFM nº 1.821/2007 estabelece guarda mínima de 20 anos a partir do último registro do paciente. Um bom prontuário eletrônico já cuida desse arquivamento de forma segura, com backup e controle de acesso.
O que é a certificação SBIS-CFM?
É a certificação de Sistemas de Registro Eletrônico em Saúde (S-RES) feita pela Sociedade Brasileira de Informática em Saúde em parceria com o CFM. Ela avalia requisitos funcionais e de segurança em níveis (NGS1, NGS2, NGS3). O nível NGS2 é o que autoriza a eliminação do papel.
Prontuário eletrônico gratuito é confiável?
Pode ser, mas gratuito não significa "vale tudo". Vale checar se há criptografia, backup, controle de acesso, conformidade com a LGPD e assinatura digital ICP-Brasil para receitas e documentos. O ClueMed, por exemplo, tem plano gratuito para profissionais com dados hospedados no Brasil.
Qual a diferença entre prontuário eletrônico e sistema de gestão de clínica?
O prontuário eletrônico é o registro clínico em si. Um sistema de gestão de clínica é mais amplo: inclui o prontuário e ainda agenda, financeiro, faturamento e relatórios. Muitas plataformas, como o ClueMed, entregam o prontuário e a gestão no mesmo lugar.